domingo, 18 de outubro de 2009

"VAMOS REAGIR NUMA MAIOR PROPORÇÃO" AFIRMA O RESPONSÁVEL DA POLÍCIA CIVIL DO RJ





Dois mil policiais civis e militares estão de prontidão para impedir novos ataques criminosos. A Cúpula da Segurança do estado analisou os confrontos de ontem.

O desabafo de um morador do Rio de Janeiro: “nós só queremos paz”. O pedido do cidadão foi depois de muitas horas de confronto entre bandidos e a polícia.

“Esse momento de emergência, a ação é ação contundente com polícias civil e militar no local. Essa não é uma política de curto prazo nem de médio prazo. Vamos, se Deus quiser, enfrentar essa situação e cada dia mais pacificar mais comunidades, enfrentar a marginalidade. E não é de um dia para outro em um passe de mágica”, declara o governador do Rio, Sérgio Cabral.

As novas ações de combate aos traficantes e milícias nas favelas cariocas começaram em dezembro do ano passado com a implantação das unidades da polícia pacificadora, um tipo de ocupação permanente que já foi implantado em cinco favelas cariocas: Cidade de Deus e Batan, na Zona Oeste; Dona Marta, em Botafogo, Babilônia e Chapéu Mangueira no Leme, Zona Sul da cidade. Segundo investigação da polícia, os traficantes destas comunidades teriam migrado para as favelas do Morro São João, Jacarezinho e Manguinhos.

Ontem invadiram o Morro dos Macacos controlado por uma facção rival.

Por causa da gravidade da situação, foi montado um gabinete de gerenciamento de crise. As folgas de policiais foram suspensas. Unidades da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana estão de prontidão. A segurança foi reforçada em várias regiões da cidade. Durante toda a tarde, o clima foi de nervosismo na Secretaria de Segurança do Rio. A entrevista coletiva da cúpula de segurança do estado foi adiada quatro vezes, e só começou no fim da tarde de ontem (17).

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